Resposta do Eletrocardiograma do Mês – Julho

Qual diagnóstico eletrocardiográfico?

Paciente feminina, 58 anos, HAS, pré DM, dislipidêmica, nega cardiopatia prévia, relato de desconforto precordial típico. Eletrocardiograma realizado após 90 minutos do início da trombólise com Alteplase.

Reposta correta: Corrente de lesão subepicárdica em parede inferior + taquicardia ventricular lenta ( RIVA )

Comentários:  Eletrocardiograma de 12 derivações realizado em contexto de síndrome coronariana aguda com supra desnivelamento do segmento ST em parede inferior, exame realizado após trombólise.

.Observa-se a presença de ritmo sinusal, FC 72bpm, eixo elétrico do QRS no primeiro quadrante, BAV de 1 grau, PR >200ms, corrente de lesão subepicárdica em parede inferior D2, D3 e AVF (supra desnivelamento do segmento ST de até 3mm), chama a atenção que a partir do quarto complexo QRS ocorre uma mudança abrupta da morfologia dos complexos. QRS largo (>120 ms), e dissociação AV sugerindo a origem ventricular. 

Tal alteração recebe o nome de RIVA – ritmo idioventricular acelerado ou taquicardia ventricular lenta, uma vez que a origem dos batimentos ocorre no ventrículo, porém com uma FC abaixo de 100bpm. Ele é acelerado pois não se espera uma FC próxima da normalidade, como no exemplo, onde temos uma FC de +-75 bpm. No décimo e décimo primeiro batimentos, já em ritmo sinusal, observamos redução discreta do supra desnivelamento do segmento ST.

RIVA é um dos critérios de sucesso na terapia de reperfusão miocárdica e ressaltamos a importância do eletrocardiograma para tal avaliação

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