Jornada em Psicologia – 32º Congresso da SOCERJ

AGRADECIMENTO

No dia 15 de abril aconteceu a XV Jornada de Psicologia em Cardiologia , onde tivemos a excelente oportunidade de compartilhar a experiência de saberes e de refletir sobre desafios e possibilidades da prática da psicologia hospitalar. O evento contou com psicólogos das mais renomadas instituições hospitalares e eduacacionais, públicas e privadas, contando também com profissionais de outras áreas da saúde como geriatras, nutricionistas e psiquiatras.

Neste encontro científico, foi possível perceber como a Psicologia Hospitalar vem em constante ascenção e ganhando força em sua prática. Em uma de nossas mesas redondas, Mayla Cosmo, Mariana Medrado e Glauce Côrrea expuseram as diversas possibilidades de atuação da Psicologia junto a Cardiologia, desde a internação do paciente, o impacto da doença para ele e sua família, as estratégias para enfrentar as nuances da hospitalização, assim como no processo de alta (a desospitalização) – com a readaptação do paciente e de sua família no retorno a sua residência. A Psicologia passa a atuar, então, tanto em aspectos na prevenção da doença, no processo de adesão a tratamento, a elaboração de aspectos psíquicos e emocionais e como mediadora de conflitos. Não podemos deixar de destacar a importância daqueles que cuidam, como os profissionais da área de saúde ( médicos, enfermeiros, e etc) que muitas vezes precisam também de um olhar diferenciado .

Ao falar sobre cuidados na cardiologia, não podemos deixar de abordar as comorbidades envolvidas com este tipo de quadro clínico, e certamente a Obesidade é uma comorbidade bastante frequente nestes casos. Entendendo que a excelência do cuidado é multidisciplinar, o psiquiatra Marcelo Papelbaum, a nutricionista Fábia Campos e a psicóloga Michelle Levitan trouxeram a experiência interdisciplinar para debatermos as principais estratégias de aderência a tratamento.

Sabemos que na maioria das vezes os obesos, pacientes hipertensos, tabagistas ou droga-adictos sabem o caminho que precisam seguir para adquirir hábitos mais saudáveis e conhecem o risco que se colocam perante a más hábitos. Porém, a mudança destes para alguns pacientes é uma tarefa árdua e que gera muito sofrimento psíquico, além de repetidas recaídas durante o processo. O psicólogo pode ter um papel fundamental nestes casos, numa tentativa de identificar e elaborar questões emocionais que possam estar relacionadas a esta dificuldade de adesão ao tratamento, como a ansiedade, depressão ou estresse. Além disso, o psicólogo pode junto ao paciente buscar estratégias que possam auxiliá-los numa maior adesão. A Entrevista Motivacional é uma das possibilidades de atuação na mudança de comportamento, como Elisabeth Carneiro em Conferência de abertura pôde nos expor.

Em uma sociedade onde há a imposição da beleza, da juventude, da vida plena e da cura a qualquer custo, poder refletir sobre a morte, sobre o envelhecimento e cuidados de fim de vida parece contraditório. Entretanto, diariamente em nossa prática hospitalar nos confrontamos com esta situação. Com o olhar atento a este tema, tivemos a riquíssima mesa “Reflexões sobre a finitude”. Os palestrantes Filipe Gusman, Erika Pallottino e Angela Speroni puderam trazer uma nova perspectiva deste tema que ainda é visto como um tabu em nossa cultura, mostrando que há diversas possibilidades de cuidado, onde parece que não há mais nada a ser feito.

Para finalizar o dia, as psicólogas Natália Telles, Graziele Maia e Raquel Ayres trouxeram reflexões sobre os desafios na prática, abrindo espaço para podermos pensar que ainda temos um longo caminho a percorrer.
A Comissão Organizadora da Jornada de Psicologia está muito satisfeita e contente com o resultado deste evento. Temos o imenso prazer em agradecer aos palestrantes que nos proporcionaram excelentes e cuidadosas exposições e aos congressistas com suas contribuições com perguntas e comentários. A multiplicidade de experiências pôde nos proporcionar um encontro de muito enriquecimento não somente profissional, como pessoal. Contamos com vocês na contínua caminhada da psicologia Hospitalar e estamos abertos a sugestões.

Muito Obrigada!!!

 

Por Aline Sardinha e Natália Telles

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