Caso clínico – Cardiomiopatia Hipertrófica Apical

Ressonância magnética com hipertrofia apical e realce tardio.

AUTOR: MARCELO MACHADO DE CASTRO (RESIDENTE  R2 DO IECAC)

Co-autor: Renato Kaufman (preceptor do IECAC)

 

Paciente de 43 anos, sexo masculino, procura o ambulatório para avaliação de dor precordial. Refere que iniciou quadro de dor torácica esforço induzida, há cinco anos, inicialmente aos médios esforços, apresentando piora progressiva para pequenos esforços(CCS III). A dor apresenta uma duração de aproximadamente 5 minutos, com alivio da sintomatologia em repouso. Relata ainda palpitações de ocorrência esporádica, não associadas à atividade física. Nega dispnéia e síncope, além de hipertensão arterial sistêmica (HAS), diabetes melitus(DM), dislipidemia(DLP) e tabagismo, assim como história familiar de doença cardiovascular e  morte súbita.

Ao exame, apresentava-se com ritmo cardíaco regular em três tempos, com presença de quarta bulha(B4), pressão arterial de 110×80 mmHg e frequência cardíaca de 64 batimentos por minuto.ECG: ritmo sinusal com alterações da repolarização ventricular com inversão de onda T maior que 10 mm e critérios para hipertrofia ventricular esquerda (HVE).

Devido ao quadro clínico do paciente associado às alterações eletrocardiográficas foi solicitada cintilografia miocárdica para pesquisa de isquemia miocardica e ecocardiograma para avaliação estrutural cardíaca.

No Ecocardiograma transtorácico foram evidenciados diâmetros cavitários preservados, ventrículo esquerdo com fração de ejeção (Teicholz) de 76% e espessura parietal aumentada em todo o ventrículo, porém mais acentuadamente nas porções apicais.

Na Cintilografia Miocárdica de repouso e esforço, que foi interrompida por dor precordial típica, evidenciou-se distribuição homogênea do radiotraçador no ventrículo esquerdo, além de hipertrofia ventricular esquerda predominante na região apical. Nota-se o sinal do “solar polar map” no mapa polar.

Com a hipótese de cardiomiopatia hipertrófica variante de Yamaguchi foi solicitada ressonância magnética cardíaca que evidenciou importante hipertrofia médio-apical do ventrículo esquerdo com predomínio do segmento apical, com maior espessura parietal de 22 mm e realce tardio, mostrando exuberante captação tardia pelo meio de contraste com distribuição mesocárdica difusa, de aspecto algodonoso (padrão não-isquêmico) confirmando a hipótese diagnóstica.

 

Cintilografia miocárdica com captação predominantemente na região apical.
Cintilografia miocárdica com captação predominantemente na região apical.
Solar polar map
Solar polar map
Ressonância magnética com hipertrofia apical e realce tardio.
Ressonância magnética com hipertrofia apical e realce tardio.

 

 

3 comentários para “Caso clínico – Cardiomiopatia Hipertrófica Apical
  1. domingos antonio gomes

    prezados
    parabéns pelo caso clinico hipertrofia miocardica
    abs
    domingos gomes

  2. paulo lobo

    mto bom

  3. dr. Fernando Olivier

    Paciente apresenta uma hipertrofia do musculo miocardico, devido o aumento da pressão arterial houve um aumento da celulas cardiacas.

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